quinta-feira, 26 de agosto de 2010

VIA AÉREA DIFÍCIL EM PEDIATRIA

O paciente portador de via aérea difícil (VAD) é aquele que quando um anestesiologista experiente, possuidor de material adequado e utilizando técnicas corretas, encontra dificuldade na manutenção da ventilação sob máscara, na intubação traqueal ou em ambos.
O sucesso no manuseio da VAD depende do diagnóstico prévio, preparo do profissional, planejamento de estratégias para abordar a via aérea e da disponibilidade de material apropriado.

1. Diferenças Anaômicas das Vias Aéreas Superiores:

Nos neonatos, a cabeça é relativamete grande em relação ao corpo, tendendo a fletir o pescoço, que é curto.
A língua é grande em relação à cavidade oral, ocasionando dificuldade à laringoscopia.
A laringe situa-se na altura de C3-C4  e apresenta formato cônico até os 08 anos, devido ao estreitamento na altura da crtilagem cricoide.
A epiglote é maior, com formato em U e localza-se na altura de C1-C2, dificultando a vetilação através da boca, pois está muito próxima à base da língua.
As cordas vocais apresentam-se inseridas mais anteriormente.

Diversas condições clínicas podem trazer dificuldade para o acesso à via aérea na criança, devido ao comprometimento das estuturas anatômicas, com graus variados de obstrução. Tais condições incluem anomalias congênitas que cursam com obstrução crônica; infecção das vias aéreas; obstrução aguda; e idiopática, com visualização difícil inesprada.

2. Avaliação da Via Aérea:

A avaliação da VAD começa com a história e o exame físico. São sugestivos de VAD o relato de asfixia, roncos, sufocamento, apnéia, sonolência diurna,estridor, voz rouca. Deve-se suspeitar de VAD na crianças qu foram submetidas à radioterapia na região da face e pescoço, que tenham problemas congênitos, processo inflamatórios ou trauma em via aérea.

A importância da história de anestesias anteriores, com atenção para informações sobre intubação difícil com trauma dentário, trauma de gengiva, necessidade de intubação traqueal acordado ou adiamento de cirurgia por dificuldade na intubação traqueal.

Ao exame físico, deve-se avaliar o aspecto geral da criança, como presença de agitação, tiragm torácica, cianose, ansiedade, fraqueza, estridor ou ausência de choro. Deve-se examinar as anomalias da cabeça, da face e do pescoço, simetria e mobilidade da mandíbula, alterações submandibulares, tamanho da língua e formato do palato, proeminência dos incisivos superiores, grau de movimentação maxilar, presença de cicatrizes, hematomas ou tumoes em região cervical. Também deve ser realizada ausculta pulmonar, avaliação da excursão torácica e uso de musculatura acessória.

Algumas vezes é necessário a realização de exames complementares, como radiogrfias e tomografias, para evidenciar dados da história e do exame físico sugestivos de alterações anatômicas das vias aéreas.

Nos recém-nascidos e crianças menores, a avaliação das estruturas faríngeas posteriores, durante o choro, pode promover algum indicação sobre o tamanho da língua, apesar de não simular a abertura voluntária da boca e a protrusão da língua.

3. Anomalias Anatômicas:

Estrutura da via aérea - ossos e partes moles.
Constituintes da via aérea - cavidade oral, espaço mandibular anterior, maxila, articulação temporomandibular e a coluna vertebral.

O espaço madibular anterior é o local e que a língua se acomoda durante a laringoscopia; qualquer condição que torne esse espaço pequeno irá dificultar a larngoscopia e a IOT. A micrognatia é o fator qu mai diminui esse espaço, difiultando o manuseio das vias aéreas, principalmente em neonatos.

O efeito de massa mais comum é a macroglossia. Os tecidos moles podem causar problemas nas vias aéreas lmitando a mobilidade ou a abertura da boca (microstomia).

Outra consideração importante é a função da ATM, que permite o deslocamento inferior e anterior da mandíbula. As causas derigidez da ATM podem ser fixas, que incluem condições congênitas ou traumáticas, ou não fixas, como trismo decorrente de processos inflamatórios (abscessos) que permitem a abertura toal da boca quando o paciente estiver relaxado.

A função da coluna vertebral, principalmente da articulação atlantoccipital e a capacidade de flexão e extensão cervical intrferem diretamente no manuseio da via aérea pelo médico anestesiologista.

Manter a imobilidade cervical com colar quando houver fusões vertebrais, hemivértebras e a artrogripose que diminuem a mobilidade cervical, tornando a IOT difícil ou até impossível.

4. Malformações congêitas das Vis Aéreas:

- Fenda Labial e Paatina;
- Disostoses craniofaciais;
- Síndrome de Down;
- Síndrome de Pierre-Robin;
- Malformações Vasculares;
- Trauma da Via Aérea.

5. Manuseio da VAD:

Deve-se desenvolver um plano de estratégias, baseado nos algorítmos propotos, tendo sempre mais de um alternativa como suporte.
Quandoa laringoscopia convencional não permite a visualização adequada das estruturas, técnicas alternativas sãonecessárias e incluem o uso de laringoscópios específicos, como os de Mc Coy e Bullard, assim como o uso d estiletes luminosos e fibroscopia, porém, para a realização dessas técnicas, é necessário treinamento do profissioal.

Técnicas:

- Laringoscopia retromolar ou lateral;
- Estilete Luminoso;
- Fibroscopia;
- Máscara laríngea (ML);
- Traqueostomia e Cricostomia.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

CÂNCER DE MAMA

a) É possível prevenir o Câncer de Mama?

- O Câncer de Mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta frequência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem das mulheres.
Ele é raro antes dos 35 anos de idade, mas aumenta progresivamente após esta idade.


b) Quais são os sintomas que surgerem uma doeça na mama?

- Os nódulos ou tumores no seio são os mais frequentes achados nas mamas, acompanhados ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamento ou retrações com aspecto semelhante à casca de laranja, ou ainda surgir nódulos palpáveis na axila.
Os nódulos na mama poem ser duros, fixos ou móveis, mas normalmente não causam dor. Nem todo nódulo de mama é Câncer; pode ser um cisto ou nódulo sólido benigno. Na maioria das vezes não é nada, mas é importante procurar o seu médico (a) quando perceber alguma coisa diferente nas mamas.


c) Quais os principais fatores de risco?

- História familiar é um fator de risco para o Câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometdas antes dos 50 anos de idade.
O aumento da idade constitui um outro fator de risco.
A menopausa tardia (após 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos de idade, o fato de não ter tido filhos, o hábito de fumar e a ingestão de álcool também são fatores de risco.


d) O uso de Hormônios aumenta a chance de ter Câncer de mama?

- Ainda não está certo se o uso de pílulas anticoncepcionais aumenta o risco para câncer de mama, podendo ser mais comum em mulhees que usaram contraceptivos orais de dosagens hormonais elevads por longo píodo de tempo. A reposição hormonal pós-menopausa, se bem indicada e controlada, não aumenta o risco de desenvolver Câncer de mama.


e) Qual a importância do exame clínico das mamas e do autoexame?

- O exame clínico quano realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro. O exame de toque ou autoexame faz a mulher conhecer melhor seu próprio corpo, deendo ser feito deitada ou em frente ao espelho.


f) Quando devo fazer a mamografia ou ultrassonografia?

- A Mamografia é o exame mais importante para prevenção do Câncer de mama, devendo ser reaizada a partir dos 40 anos de idade. Daí em diante, a critério médico, o exame deve ser repetido a cada três anos e feito anualmente a partir dos 50 anos.
O Ultrassom é adequado em idade inferior aos 35 anos ou para complementar alguma dúvida na mamografia.

CÂNCER DE COLO UTERINO

1. O Cãncer de Colo Uterino pode ser evitado?

- Sim, basta fazer o exame preventivo periodicamente.


2. Quais as mulheres que devem se submeter ao exame?

- Toda mulher com vida sexual ativa, principalmente aquelas com idade de 25 a 59 anos.
O exame é rápid e indolor.


3. O que é preciso para fazer o exame preventivo do Câncer de Útero?

- Dois dias antes do exame, não manter relação sexual e não usar duchas ou medicamentos vaginais. O exame também não deve ser feito se a mulher estiver menstruada.


4. De quanto em quanto tempo deve sr feito o exame preventivo?

- Após você ter feito o exame, em geral, se não houver alteração, o exame poderá ser feito no intevalo de um ano o a cada três anos.


5. Que outras doenças podem ser encontradas durant o exame preventivo?

- Infecções vaginais e doenças sexualmente transmissíveis podem ser diagnosticadas pelo médico que realiza o exame.
O Papiloma vírus humano (HPV) é transmitido por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo de útero, pênis e ânus, tipo verrugas ou condilomas, popularmente conhecidas "crista de galo".
O uso de preservativo (camisinha) diminui quase completamente a possibilidade de transmissão na relação sexual.

VACINAÇÃO CONTRA RUBÉOLA

Você sabe o que a Rubéola?

- A Rubéola é uma doença causada por um vírus, que é muito grave se ocorrer em mulheres grávidas, por que pode provocar abortos e malformações na criança, como surdez, cegueira, retardo mental e alterações no coração.

Como podemos evitar a Rubéola?

- A única prevenção é a vacina, que pode ser a Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéoa) ou a Dupla Viral (Rubéola e Sarampo).
Todas as pessoas a partir de1 ano de idade devem receber a vacina. Durante a gravidez, a vacina não pode ser aplicada. A mulher gestante só deverá receber a vacina contra Rubéola logo após o parto ou eventual aborto.
Caso pretenda engravidar e não tenha recebido a vacina, procure um posto de saúde para orientações.
Não só as mulheres devem tomar a vacina,os homens precisam ser vacinados, pois podem transmitir a doença.

PRÉ NATAL E GRAVIDEZ

a) Quando deo começar o pré-natal?

- Quando decobrir queestá grávida, deve iniciar o mais breve possível o acompanhameno dagravidez, preparando-se para o parto, recebendo as orientações para o aleitamento materno e cuidados do bebê.

b) Por que de fazer o pré-natal?

- No pré-natal são realizaas consultas, exams obrigatórios de sangue, urina, fezes, ultrassm e vacinação. Receberá vitaminas,orientações da sua alimentação, direitos trabalhistas e medicações que forem necessárias durante os nove meses.

c) É correto fazer o pré-natal em todas as gestações?

- Sim, porque as gestações não são iguais e você pode ter alterações ou doenças que não tinha anteriormente. Cada gravidez é um novo momento na sua vida e na do bebê.

d) Toda gravidez traz sintomas?

- Não, mas écomum ter náuseas, vômtos, salivação intensa e azia no início da gestação. Podem ocorrer outras manifestações como prisão de ventre, gases, hemorróidas, dor nas costas, corrimento e câimbras.

e) Após o parto, é necessário voltar ao meu médico (a)?

- Sim, nos primeiros 30 dias pois o seu médico precisa saber como foi o parto, anotar os dados do bebê e orientá-la sobre o aleitamento materno e os métodos de se evitar filhos. Além disso, você dará início a acompanhamento do seu bebê com o pediatra. Evite fumar, não tome bebidas alcóolicas e faça seu pré-natal adequadamente.

TUDO O QUE VOCÊ GOSTARIA DE SABER SOBRE ANESTESIA.

1. O que é Anestesia?

- A anestesia é o estado de total ausência da dor e de outras sensações durante uma operação, exame diagnóstico ou curativo.
Ela pode ser GERAL, isto é, para o corpo todo; ou PARCIAL, também chamada de regional, quando apenas uma região do corpo é anestesiada. Sob o efeito de uma anesesia geral, você dorme. Com a anestesia parcial (REGIONAL) você pode ficar dormindo ou acordado, conforme a conveniência, embora parte do seu corpo fique anestesiada.

 2. O que é Anestesista ou Anestesiologista?

- São Médicos Especialistas que cursaram seis anos em uma Faculdade de Medicina e mais dois ou três anos de curso, no mínimo, de especialização reconhecida pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia.


3. Que tipos de Anestésicos são usados?

- Existem diversos tipos de anestésicos gerais e locais.
Os anestésicos LOCAIS são depositados próximos aos nervos, enquanto os anestésicos GERAIS são administrados pela via venosa (Veia - por um acesso onde conectamos um soro para sua hidratação) ou através da sua respiração (anestesia inalatória ou o conhecido “cheirinho”).
Todos proporcionam anestesias adequadas.
A escolha do anestésico varia com o tempo e tipo de cirurgia, com as suas condições físicas e emocionais.
Depois de conhecê-lo, avaliar seus exames pré-operatórios, saber a cirurgia proposta, o Anestesiologista indicará a melhor opção.


4. Existe o termo “Anestesia Fraca”?

- Nos procedimentos que não requerem internação hospitalar e que são chamados de ambulatoriais requerem os mesmos cuidados às cirurgias e exames mais complexos. NÃO existe anestesia “fraca” ou “em menor quantidade”. Os cuidados são os mesmos, antes e depois da anestesia.


5. Quais os tipos principais de Anestesia?

I – ANESTESIA GERAL: O paciente fica totalmente inconsciente sem percepção ao procedimento, seja ele cirúrgico ou exame.
II – SEDACAO: A consciência fica alterada, induzida por medicamentos, no caso sedativos, podendo o paciente estar em vários níveis, desde acordado e tranqüilo ate em uma sonolência profunda, podendo receber anestesia local e/ou medicamentos analgésicos.
III – ANESTESIA REGIONAL: É um procedimento anestésico no qual o Médico Anestesiologista injeta a medicação anestésica próximo a um nervo ou feixe de nervos. O paciente poderá permanecer acordado ou receber um sedativo.

• Raquianestesia: Ou a tão famosa “raqui” – o paciente fica sentado ou deitado em posição lateral, é realizada uma punção com uma agulha fina na região lombar até localizar o líquido cefalorraquidiano (que envolve a medula espinhal). Nesta região é injetada a medicação anestésica levando a perda da sensibilidade dolorosa, tato e o movimento das pernas.

• Peridural: A técnica é semelhante a raquianestesia, porem a agulha é introduzida mais superficialmente, o calibre da agulha é um pouco maior e a quantidade de medicação anestésica também é maior. A sensibilidade dolorosa desaparece juntamente com o movimento das pernas, mas o tato normalmente é preservado, dando ao paciente a falsa impressão de que sente alguma dor.

• Local: É aplicada a medicação anestésica no local (pele ou tecido próximo). Muito realizada em punções com agulhas (mama – nódulos, Ultrassonografia, angiografia). Pode ser ou não acompanhada de sedação.


6. Vou ser Intubado?

- Na grande maioria dos procedimentos onde se necessita anestesia geral, o paciente tem que ser intubado. É utilizado um tubo apropriado que é introduzido pela boca até a traquéia. Todas estas manobras são realizadas com o paciente dormindo.
Caso ocorra alguma dificuldade na hora da intubação, o médico anestesiologista conta com protocolos para tratar o problema como também aparelhos específicos. Próteses, dentaduras e dentes amolecidos podem afetar durante a laringoscopia para a intubação traqueal. Informe ao seu anestesiologista sobre as condições de seus dentes e da sua boca.


7. Quem aplica a Anestesia?

- A Anestesia é aplicada por Médicos Especialistas, Médicos Anestesiologistas.
Estes Médicos não só aplicam anestesia, como também cuidam de você durante toda a cirurgia e além dela.
Controlam a sua Pressão Arterial, Pulso, Ritmo Cardíaco, Respiração, Temperatura e outras funções orgânicas de suma importância.
Cuidam de tudo para que você esteja sem sofrimento, sentindo-se seguro e para que o cirurgião possa fazer o trabalho com tranqüilidade.
O Anestesiologista é o verdadeiro guardião da sua vida durante e logo após uma operação.
Estará ao seu lado durante toda a cirurgia, exclusivamente para cuidar de você, mesmo que você não perceba ou não se lembre de nada depois da anestesia.


8. O Doutor ou Doutora estará ao meu lado durante a cirurgia?

- SIM. O Médico Anestesiologista está ao lado do paciente durante todo o procedimento cirúrgico até a alta da sala de RPA (Recuperação Pós-Anestésica).
Costumo responder que a anestesia é a arte de CUIDAR! Pois a função do Anestesista não é somente tirar a dor, mas também tão ou mais importante ainda é MANTER A FISIOLOGIA DO PACIENTE O MAIS PROXIMO DO NORMAL POSSIVEL FRENTE AO ATO ANESTESICO.
Trocando em miúdos, é CUIDAR do paciente em todos os seus aspectos, orgânico e psicológico, durante a cirurgia.
Portanto seremos sempre o primeiro a te dar a mão e o último a soltar.


9. Quanto tempo dura uma Anestesia?

- A Anestesia dura o tempo necessário para que a Equipe Cirúrgica faça seu trabalho.
Oferece, ainda, abolição da Dor por tempo variável após o procedimento.
Atualmente existem recursos para abolir toda a dor que vem depois de uma operação.


10. Por que o medo da Anestesia?

- Porque é perigoso VIVER.
Qualquer pessoa relativamente normal deve ter medo do desconhecido.
A cirurgia e a anestesia boa parte das vezes, são eventos inéditos e ímpares.
Nossa vida muda a cada dia, assim como nossos humores e emoções.
Você como é hoje com certeza será diferente de um ano atrás.
Nossa vida é dinâmica, assim como nossas reações ao desconhecido: a cirurgia e a anestesia, povoada de medos e ansiedades.
Portanto, pondere o tamanho do seu problema e avalie se vale à pena vencer este medo.


11. Qual o risco de uma Anestesia?

- Para algumas pessoas só comer um delicioso camarão pode ser perigoso, portanto qualquer evento em nossas vidas pode se tornar um risco inclusive a sua anestesia para cirurgia, um exame de imagem sob anestesia ou até um procedimento sob anestesia local.
Procuramos ser o menos agressivo possível, porém não dominamos todos os processos da natureza e suas eventuais surpresas.
Por estarmos muito bem equipados com aparelhos de ultima geração, sistematicamente checados, com um criterioso preparo do paciente e uma melhor qualidade de medicações utilizadas na anestesia, os riscos tem sido reduzidos significativamente nos últimos anos.
Porém os riscos podem estar relacionados ao estado de saúde do paciente, a doenças como diabetes, hipertensão, alergias, problemas cardíacos como também a complexidade da cirurgia ou exame diagnóstico.
Aproveitar uma ocasião de um procedimento anestésico para fazer várias cirurgias é um grande erro, pois quanto maior o trauma, maior o risco. Diminua o trauma e estaremos diminuindo os riscos.
Qual é a escala dessa agressividade? (Lembre-se que tudo pode causar reações adversas).
Partindo do menos para o mais agressivo, quanto menos drogas forem usadas melhor. Sem anestesia alguma isso pode ser insuportável!


12. Existem problemas hereditários relacionados à anestesia?

- Sim, um deles é a chamada Hipertermia maligna que é desencadeada pela utilização de medicamentos anestésicos. Se alguém da sua família apresentou problemas com a anestesia, não deixe de comunicar ao seu anestesiologista para que ele possa tomar as medidas necessárias.


13. O porquê do Jejum antes de uma anestesia?

- Quando recebemos uma anestesia, seja ela sedação ou uma geral, nossos reflexos são diminuídos (deglutição e tosse) e ai o alimento que ingerimos pode ir parar nos pulmões causando graves danos respiratórios (inflamação nos pulmões).
O Jejum para alimentos sólidos é de 08 (oito) horas e água pura é de 04 (três) horas. Dependendo do tipo de alimento ingerido, da urgência do procedimento cirúrgico, idade do paciente o jejum poderá ser modificado.
O profissional Médico indicado para avaliação do paciente e determinante do jejum é o Anestesiologista, estudando caso a caso.


14. Como você colabora com a sua própria segurança? Como evitar reações alérgicas?

- Tudo o que você fez na vida vem à tona nos momentos mais inesperados.
O que você sofreu, ingeriu ou comeu aparece nesses momentos.
Genética, doenças pré-existentes e até o Karma podem interferir.
Portanto conte tudo ao seu Médico Anestesista.
É fundamental informar sobre qualquer alergia (alimentos, medicamentos, poeira, produtos químicos ou problemas em anestesias anteriores. Isso ajudará no planejamento anestésico e escolha da medicação apropriada, diminuindo satisfatoriamente os riscos.
Porém, se acontecer alguma reação, o anestesiologista está preparado para tratá-la.


15. O que acontece antes da sua operação?

- Todo mundo chega um pouquinho nervoso, isto é normal.
Você faz a parte burocrática na recepção e sobe ou para o quarto ou até muitas vezes direto ao centro cirúrgico.
Quando vai direto ao quarto, normalmente tem seu acompanhante ao lado, incentivando-o, confortando-o até o momento tão esperado.
Quando vai direto ao centro cirúrgico, é levado ao vestiário onde troca de roupa (muitas vezes com uma abertura nas costas) e passa para a sala de recuperação, faz mais um xixi e vai para a sala de cirurgia.
Pequenos atrasos podem acontecer, principalmente se sua cirurgia for seqüência de outra. Lembre-se que alguém estará recebendo a mesma atenção que você receberá em breve.
Pode acontecer de alguns Médicos que você não conhece apareçam e o examinem novamente apertando ali ou aqui, outros tiram fotos e outros desenham em seu corpo em frente a um espelho ou sob uma luz forte. Entenda que uma cirurgia não é realizada por um único Médico, e sim, por uma equipe formada de pelo menos dois da mesma especialidade e sempre no mínimo um Médico Anestesista irá estar ao seu lado.
Nessa hora o Médico que irá realizar sua cirurgia conversa tudo de novo sobre a cirurgia explicando sucintamente o que irá fazer no momento em que estiver dormindo.
Depois de tudo isso, levamos você para a sala de Cirurgia.


16. O que é a sala de cirurgia?

- Geralmente as pessoas falam que a sala de cirurgia é um lugar frio. Sim! , mas dentro dela encontram se pessoas de coração para te tranqüilizar.
Os pacientes quando entram, na sua maioria, vem deitado em uma maca, mas podem vir em cadeira de rodas ou andando.
São recepcionados por um auxiliar de enfermagem, Técnico de enfermagem ou Enfermeiro que o direcionam até a mesa cirúrgica. Esta mesa é muito mais estreita do que a cama confortável do seu quarto e mais dura.
Nela começam os procedimentos para o início na Anestesia, pelo único momento que existe uma dorzinha, que é a punção da veia, para que possamos infundir as medicações.
Passamos as medicações que irão induzir o seu sono, a potência disso você combinará na sua consulta pré-anestésica. Podendo dormir o tempo todo ou só dar um soninho.
Passamos a anestesia Local ou Bloqueios e geralmente ninguém sabe o que aconteceu.
“É como a pergunta ao final da cirurgia: Já fez a anestesia?”.


17. Quem são as pessoas que trabalham no centro cirúrgico?

- São pessoas qualificadas e treinadas para lidar com qualquer evento, seja ele normal (eletivo) seja ele de urgência ou emergência.
Pessoas atenciosas, tranqüilas, que às vezes encontram-se rindo ou conversando, como um ambiente normal de suas casas. Por estarem muito tempo de suas vidas dentro do centro cirúrgico, transferem um pouco da sua vida, do seu lar para este setor
Podem confiar nelas, por que estarão ao seu lado também antes, durante e após o procedimento anestésico-cirurgico.


18. Quais os efeitos que podem ocorrer após a anestesia?

- Com a melhor qualidade das medicações utilizadas hoje pela anestesia, os efeitos indesejáveis se tornaram muito menores.
Cada paciente reage de uma forma diferente, pois somos diferentes uns dos outros, a cada tipo de anestesia aplicada, mas poderão existir náuseas, dores nas costas pelo tempo prolongado de estar numa mesa cirúrgica ou exame, dor de garganta após uma anestesia geral (pela introdução de um tubo siliconizado para garantir a respiração durante a cirurgia), dor nas costas ou dor de cabeça após uma raquianestesia.
Algumas raras, mas sérias, podem ocorrer complicações como convulsões e até parada cardíaca.


19. O que é a sala de Recuperação? CTI? UTI?

- Quando termina a cirurgia você ainda está sob os efeitos das drogas que utilizamos.
Até está acordadíssimo, você fica numa sala onde há um monte de aparelhagem chamada de monitores e sob a vigilância de pessoal treinado que estará encarregado da sua segurança. Esta sala se chama Sala de Recuperação.
Nesta sala você permanecera até seus sinais vitais (pressão arterial, temperatura, pulso, freqüência cardíaca, respiração), nível de consciência e dor esteja devidamente controlado, permitindo alta (Day Clinic, Enfermaria, UTI/CTI).
Um grupo de pacientes vão para casa no mesmo dia (este sistema se popularizou com o nome de Day-Clínic ou Day Hospital e o utilizamos a muito tempo, antes mesmo de este nome existir). Portanto os pacientes saem da sala de recuperação direto para as suas casas, sem precisar ir para a internação.
Isto devido a anestesias e cirurgias menos agressivas e com maior segurança. Indicação de internação será avaliada caso a caso, quando for necessária.
Outro grupo de pacientes necessitam já estarem internados para um cuidado maior no pós operatório, devido à cirurgia ter sido um pouco mais delicada. Isso não significa que a cirurgia ou a anestesia foram graves, e sim um cuidado maior ao paciente.
Existem outros casos onde necessitamos de um melhor controle, rígido, constante. Daí, encaminhamos o paciente para uma UTI ou CTI. Na maioria das vezes nos assustamos ao ouvir esse nome, por que por muito tempo foi associado a doenças graves ou até a morte. Mas hoje não o vemos assim.
A UTI ou CTI é um lugar onde encontramos profissionais, sejam eles Médicos, auxiliares, enfermeiros, fisioterapeutas 24h ao seu lado, cuidando de você, para que a sua recuperação seja o mais breve possível e que logo possa estar ao lado dos seus familiares.
Sigam sempre as recomendações do seu Médico Anestesista para um pós-operatório seguro.


20. O que será feito em caso de Dor após uma cirurgia ou exame diagnostico?

- O Anestesiologista auxiliará no controle da dor juntamente com a equipe cirúrgica ou equipe médica.
Nas cirurgias, freqüentemente, são administrados anestésicos no local da incisão minimizando a dor da incisão (corte), principalmente em crianças, para evitar o surgimento da dor.
Além disso, analgésicos são administrados “de horário”, normalmente prescritos pela equipe cirúrgica por via oral, endovenosa, retal ou peridural. O paciente poderá receber um ou mais analgésicos administrados em intervalos regulares caso continue referindo dor ate a sua melhora.


21. Quando indicamos uma anestesia em crianças?

- Indicamos anestesia em crianças para garantir segurança, bem estar e eficácia, tanto em cirurgias quanto em exames diagnósticos, para que seja necessária a sua colaboração.


22. Como os pais ou responsáveis podem ajudar antes de uma anestesia?

- Conversando, seja ele adulto ou criança, assim que a decisão de submetê-la a um procedimento cirúrgico ou exame for tomada.
O papel dos pais ou responsáveis, transmitindo calma e segurança é muito mais importante que a administração de sedativos, embora os dois métodos possam se complementar.


23. Será dado algum sedativo antes da cirurgia?

- Sim, a partir da avaliação do anestesiologista. O paciente (criança ou adulto) poderá receber medicamento sedativo antes da cirurgia ou exame diagnostico. Contudo, isso não diminui a importância dos pais ou responsáveis para acalmar e orientar.
A medicação pré-anestésica pode ser administrada por via oral, intravenosa ou retal e o tempo para começar a agir depende da droga (medicação), da via de administração e de características próprias do paciente.


24. Quem escolhe o Anestesista?

- Alguns colegas Cirurgiões já possuem aquele que participa da sua equipe.
A maioria dos Hospitais já possui Médicos Anestesistas que compõem o grupo.
Mas nada impede de você procurar saber se pode levar o seu Médico Anestesista de confiança, aquele que conhece a sua vida pré-cirúrgica, conhece seus medos, aquele que cuidará de você.
Conheça os Médicos Anestesista da MÉDITT.


25. Quem esclarece a você sobre a Anestesia?

- Você pode conversar diretamente com o Médico Anestesista, marcando uma consulta pré-anestésica.
Em geral as pessoas gostam deste contato e isto faz parte de um processo civilizado e humano
Este é o nosso diferencial. Os Anestesistas da MÉDITT ao seu alcance.


26. O Paciente pode escolher o tipo de anestesia?

- Quem decide sobre o tipo de anestesia é o médico anestesiologista, a partir das avaliações clínicas e médicas realizadas no paciente. Ele explicará, ou ao paciente ou a alguém de sua família, o motivo da sua escolha.


27. Existe algum “teste” de alergia usado para quem vai tomar anestesia?

- NÃO ! Não existe “teste” de anestesia, a exemplo dos testes utilizados para identificar alergias.


28. É importante deixar de fumar antes da anestesia?

- É importante não FUMAR. É bom largar pelo menos 15 dias antes da operação.
Se você for fumante inveterado, pelo menos reduza ao máximo o número de cigarros consumidos diariamente.


29. Quanto custa uma anestesia?

- Depende muito do procedimento cirúrgico, do tempo do trabalho e da complexidade.
Se você é paciente particular, tudo será acertado com a máxima antecedência.
Se possuir algum convênio, verifique se o anestesiologista está credenciado, e se não for, serão seguidas as regras e exceções do convênio.
Caso não seja e você tiver algum anestesiologista de confiança, converse como será efetuado o pagamento e como você poderá ser ressarcido do convênio.
Procure saber com antecedência se seu convênio dá o direito à consulta pré-anestésica.
Seu médico anestesiologista e seu convênio poderão lhe esclarecer melhor.


Esperamos que você tenha encontrado todas as suas respostas, mas se ainda persistirem dúvidas não deixe de enviá-las a nossa equipe de anestesiologistas.

MENOPAUSA

O Que é Menopausa?
- Período de transição hormonal feminina que caracteriza o fim da vida reprodutiva por diminuição da função ds ovários na produção dos óvulos e dos hormônios. Corresponde ao períod de um ano sem menstruações e ocorre ao redor dos 50 anos de idade na maioria das mulheres.

O que a Menopausa pode acarretar?
- Podem surgir "ondas" de calor, suor excessivo, parada das menstruações, secura vaginal e da pele, distúrbios emocionais, insônia e diminuição do desejo sexual. Com o passar dos anos, podem aparecer problemas cardiovasculares, osteoporoses e perdas urinárias.

Como posso prevenir a Menopausa?
- A parada das menstruações é genética e ocorre diferentemente para cada mulher. O importante é que, ao perceber estas mudanças, procure seu medico (a) para ser orientada da melhor maneira de corrigir, tratar e prevenir as consequências da menopausa.

Como é o tratamento da Menopausa?
- Vai depender dos sintomas, da idade e das outras doenças que você possa ter em associação. O seu médico (a) é quem poderá indicar o melhor tratamento, se você deve ou não usar hormônios. O mais importante é que você precisa mudar seu estilo de vida, caminhando, alimentando-se bem, parando de fumar e entndendoque a Menopausa não é uma doença.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

BRONQUITE

É uma inflamação dos brônquios.
Existem 2 tipos: Aguda - que geralmente é causada por vírus ou bactérias, e pode durar por vários dias ou semanas / Crônica - não necessariamente causada por infecção, mas geralmente faz parte de uma síndrome chamada DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiv Crônica).
A Bronquite Aguda ou Crônica é caracterizada por tosse e expectoração e sintomas relacionados à obstrução das vias aéreas pela inflamação e pelo expectorado, como dificuldade de respirar e chiados.

Mande sua dúvida ou visite nosso site: http://www.meditt.com/